A rede social das coisas.

A campainha tocou e sem eu abrir a porta ele entrou. A campainha foi apenas um aviso. Um sinal que mais alguém se juntou a mim naquela tarde de verão. O acesso foi permitido um dia antes. Acesso restrito à minha sala de estar.

Meu amigo estava vestido com uma roupa meio maluca, meio David Bowie. Reconheci o Michel por causa de seu ID.

Essa é a parte mais divertida. Pessoas podem ser o que quiserem no meu espaço de realidade aumentada. É quase como um encontro real, com direito a doses de ficção.

A sala é para todos.

A cozinha é para quem curte comida, obviamente.

O quarto é para acessos mais íntimos.

Na lavanderia não acontece nada. Acho que ninguém se diverte lavando roupa, né?

Pessoas entram e saem da casa.

Deixam mensagens num livro em branco.

Ouvem minhas músicas.

Veem meus seriados favoritos comigo em tempo real.

Compartilham trechos de livros.

Batem papo.

Deixam estímulos na minha rede neural.

Fazem parte da minha ficção particular.

A TV foi comprada por U$ 0,99 e a assinatura dos canais custa algo como U$ 2 mês. O sofá é italiano e baixei com um código promocional. O design da minha casa é lindo e tem a minha cara. O quadro da entrada fui eu que pintei. A casa é imensa e construí com recursos que antigamente se assemelhavam ao MineCraft. É aqui que recebo amigos, conhecidos e estranhos. É aqui que todos podem manter contato e acompanhar minha vida.

Na “rede social das coisas”, podemos viver em um pequeno apartamento e estar numa mansão ao mesmo tempo. A construção é nossa.

Antes de sair, meu amigo registrou uma reação, algo próximo a um like lembrando o jurássico Facebook. Meu amigo é vintage. É alguém que viveu nos tempos em que as pessoas ficavam olhando para uma tela a fim de acompanhar o que os outros estavam pensando, falando, comentando.

Foi embora sem dizer tchau. Fechou a porta e cinco minutos depois mandou chocolates de presente para mim.

Pena que a tecnologia é tão atrasada e não consigo sentir o gosto desse 85% feito no Havaí.

Melhor tirar meus óculos e voltar ao mundo real porque ainda existem razões para isso.

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@lilmiquela a estrela misteriosa do Instagram.

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Já segue no Instagram a Lil Miquela? Ela é uma versão da banda Gorillaz em social media com 268 mil seguidores. Uma simulação digital que não se sabe obra de quem (pode ser marketing ou arte – ou as duas coisas que normalmente andam grudadas). Existe desde 2016 e recentemente lançou um single no Spotify. O objetivo é ser intrigante. @lilmiquela também usa Facebook, Twitter e Tumblr.  Não a encontrei no Linkedin, não. Acho que ela não está a fim de network e tem pavor de headhunters.

#plandid. Quem nunca?

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Segundo o @mashable#plandid é o novo termo trendy do Instagram. Descreve aquelas fotos em que a pessoa foi flagrada posando sem estar posando. Tipo “oh, nem percebi que estava sendo fotograda”. A palavra é uma soma de planned e candid. E o desenho tão plandid é meu! Enfim, algo novo (e nem tão novo) no mundinho social. =)

Meus tantos perfis no Instagram. Talvez algum interesse a você =)

Uma das minha plataformas favoritas de social é o Instagram, seja para trabalhar marcas, seja para meus projetos pessoais. Faz tempo isso. Talvez porque sou muito ligada a fotografia e imagens. Talvez porque a considero a rede social mais “redonda” em suas funcionalidades.

Desde o começo acreditei no potencial do Instagram. Tanto que, há uns 3 anos, um cliente pensou em desistir do Instagram (imagina isso), mas o convenci a dar continuidade. Hoje é uma de suas principais plataformas, inclusive com engajamento superior ao do Facebook.

Tenho diversos perfis que são divididos em temas, com conteúdos diferentes para cada um. São inclusive um tipo de lab para entender mais sobre a plataforma.

Compartilho com vocês alguns desses perfis, os mais legais na minha opinião.

O mais antigo é o pessoal: @ligiakempfer, que alimento com conteúdos cotidianos. O público; amigos, conhecidos, curiosos e gente que segue para ser seguido de volta (rs).

Tem também o @pequenagourmet, que é voltado para “family food” e as experiências de comida com minha filha. Ela é uma prova de que podemos, sim, ensinar nossos filhos a comer direito e com prazer desde pequenos. O volume de seguidores não é grande (cerca de 1.200), mas a qualidade dos seguidores é absurda (isso é raro). Formadores de opinião e pessoas que compreendem o conceito do perfil. O público: fãs de comida boa de verdade e quem gosta de comer bem.

Outro é o @fomedelivre, onde publico livros que acho bacanas (queria me dedicar mais a esse, mas não rola tempo para tudo). Minha biblioteca em casa ultrapassa os 1.500 livros e não canso de visitar livrarias. O que me salva é o Kindle, já que o espaço começou a virar um problema. O público: quem ama ler.

Existe um mais recente que é especificamente sobre um tema que estou estudando agora e me dedicando bastante: chocolates de origem. é @ligia.kempfer. Talvez eu mude o nome, mas por enquanto é assim. O público: pessoas apaixonadas por chocolates de qualidade.

O @kinngcreativeoffice é onde trago exploro tudo que alimenta meu trabalho com conteúdo. É sobre social media, social maps, branding, design, zeitgeist, clientes, parceiros de projetos e multi-thinking. O público: amigos da área, clientes, estudantes e quem busca um outro olhar sobre comunicação.

Se a criação de conteúdos funciona diferente em cada plataforma, isso vale para os temas de um perfil. São sutilezas que aprendemos com a prática e podem ser consideradas na execução de um perfil de marca.

Muito a aprender com Kim.

É impressionante como algumas personalidades tem um dom quase natural (sem contar doses infinitas de obsessão) para dominar o mundo midiático e as redes sociais. Os profissionais de comunicação só tem a aprender com elas e, assim, avaliar o que serve, ou não, para seu trabalho. Como o pessoal da #Ogilvy não é bobo, já fez um resumão sobre os princípios da selfie com base no livro The Kim Kardashian Principlede Jeetendr Sehde sobre Kim Kardashian.

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Busquei o livro na Amazon (best seller no New York Times, claro) e a resenha dá uma ideia clara sobre o fenômeno, neste caso o livro, não a Kim.

THE INSTANT NEW YORK TIMES BESTSELLER

How do social media stars generate such obsession – even more than the Hollywood A-list? And what can they teach us about making our own ideas, products and services break through? The world’s leading authority on celebrity branding, Jeetendr Sehdev, tackles these questions head on.

Sehdev shows why successful images today – the most famous being Kim Kardashian – are not photoshopped to perfection, but flawed, vulnerable, and in-your-face. This total transparency generates a level of authenticity with audiences that traditional marketing tactics just can’t touch.

The Kim Kardashian Principle reveals the people, products and brands that do it best – from YouTube sensations like Pew Die Pie to taxi-hailing app Uber – and proves why the old strategies aren’t working. After all, in a world where a big booty can break the internet, self-obsession is a must-have. No posturing, no apologies, and no shying away from the spotlight.

The Kim Kardashian Principle is a fresh, provocative and eye-opening guide to understanding why only the boldest and baddest ideas will survive – and how to make sure yours is one of them.

Comprei o livro no Kindle para fazer uma leitura isenta, curiosa, sem preconceito. Porque ler também é parte do meu trabalho =)