Meus tantos perfis no Instagram. Talvez algum interesse a você =)

Uma das minha plataformas favoritas de social é o Instagram, seja para trabalhar marcas, seja para meus projetos pessoais. Faz tempo isso. Talvez porque sou muito ligada a fotografia e imagens. Talvez porque a considero a rede social mais “redonda” em suas funcionalidades.

Desde o começo acreditei no potencial do Instagram. Tanto que, há uns 3 anos, um cliente pensou em desistir do Instagram (imagina isso), mas o convenci a dar continuidade. Hoje é uma de suas principais plataformas, inclusive com engajamento superior ao do Facebook.

Tenho diversos perfis que são divididos em temas, com conteúdos diferentes para cada um. São inclusive um tipo de lab para entender mais sobre a plataforma.

Compartilho com vocês alguns desses perfis, os mais legais na minha opinião.

O mais antigo é o pessoal: @ligiakempfer, que alimento com conteúdos cotidianos. O público; amigos, conhecidos, curiosos e gente que segue para ser seguido de volta (rs).

Tem também o @pequenagourmet, que é voltado para “family food” e as experiências de comida com minha filha. Ela é uma prova de que podemos, sim, ensinar nossos filhos a comer direito e com prazer desde pequenos. O volume de seguidores não é grande (cerca de 1.200), mas a qualidade dos seguidores é absurda (isso é raro). Formadores de opinião e pessoas que compreendem o conceito do perfil. O público: fãs de comida boa de verdade e quem gosta de comer bem.

Outro é o @fomedelivre, onde publico livros que acho bacanas (queria me dedicar mais a esse, mas não rola tempo para tudo). Minha biblioteca em casa ultrapassa os 1.500 livros e não canso de visitar livrarias. O que me salva é o Kindle, já que o espaço começou a virar um problema. O público: quem ama ler.

Existe um mais recente que é especificamente sobre um tema que estou estudando agora e me dedicando bastante: chocolates de origem. é @ligia.kempfer. Talvez eu mude o nome, mas por enquanto é assim. O público: pessoas apaixonadas por chocolates de qualidade.

O @kinngcreativeoffice é onde trago exploro tudo que alimenta meu trabalho com conteúdo. É sobre social media, social maps, branding, design, zeitgeist, clientes, parceiros de projetos e multi-thinking. O público: amigos da área, clientes, estudantes e quem busca um outro olhar sobre comunicação.

Se a criação de conteúdos funciona diferente em cada plataforma, isso vale para os temas de um perfil. São sutilezas que aprendemos com a prática e podem ser consideradas na execução de um perfil de marca.

Muito a aprender com Kim.

É impressionante como algumas personalidades tem um dom quase natural (sem contar doses infinitas de obsessão) para dominar o mundo midiático e as redes sociais. Os profissionais de comunicação só tem a aprender com elas e, assim, avaliar o que serve, ou não, para seu trabalho. Como o pessoal da #Ogilvy não é bobo, já fez um resumão sobre os princípios da selfie com base no livro The Kim Kardashian Principlede Jeetendr Sehde sobre Kim Kardashian.

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Busquei o livro na Amazon (best seller no New York Times, claro) e a resenha dá uma ideia clara sobre o fenômeno, neste caso o livro, não a Kim.

THE INSTANT NEW YORK TIMES BESTSELLER

How do social media stars generate such obsession – even more than the Hollywood A-list? And what can they teach us about making our own ideas, products and services break through? The world’s leading authority on celebrity branding, Jeetendr Sehdev, tackles these questions head on.

Sehdev shows why successful images today – the most famous being Kim Kardashian – are not photoshopped to perfection, but flawed, vulnerable, and in-your-face. This total transparency generates a level of authenticity with audiences that traditional marketing tactics just can’t touch.

The Kim Kardashian Principle reveals the people, products and brands that do it best – from YouTube sensations like Pew Die Pie to taxi-hailing app Uber – and proves why the old strategies aren’t working. After all, in a world where a big booty can break the internet, self-obsession is a must-have. No posturing, no apologies, and no shying away from the spotlight.

The Kim Kardashian Principle is a fresh, provocative and eye-opening guide to understanding why only the boldest and baddest ideas will survive – and how to make sure yours is one of them.

Comprei o livro no Kindle para fazer uma leitura isenta, curiosa, sem preconceito. Porque ler também é parte do meu trabalho =)

Como anda seu site?

Descobri há poucos dias uma ferramenta valiosa para avaliar a força de um website: website.grader.com

É muito legal, posso afirmar.

Criada pelo HubSpot, a ferramenta aponta os pontos fracos e fortes do site, recomendando ao final soluções.

O meu website (que eu mesma fiz, sozinha, no Squarespace) teve uma avaliação excelente. Claro, eu me senti o máximo. rs

Você também pode fazer a avaliação do seu site. E ter critérios sólidos para mudar ou manter o que funciona bem.

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Bom, agora só é preciso melhorar um pouco o desempenho. Então, que tal dar uma força e fazer uma visitinha ao meu site? =)

E se precisar de alguém para fazer conteúdo e redação do seu site, já sabe: são minhas especialidades.

 

Quando os pontos de vendas não tem conteúdo.

Numa loja de chocolates do Iguatemi, pergunto:

– De onde vem o cacau do chocolates de vcs?
– Da Bélgica.

Fiquei quieta.

Depois, no mesmo shopping, numa loja caríssima de perfumes feitos com chás raros, a vendedora não sabia nada sobre Darjeeling.

Deve ser porque todo marketing acha que conteúdo e storytelling são coisas só de redes sociais.

Eles sabem tudo, mas nem tanto.

É assim. O Google, o Facebook, a Amazon, a Apple e outros nos monitoram 24 horas por dia, seguindo nossos passos e nossa respiração pelo celular ou computador.

Confesso que há um bom tempo tenho medo de fazer qualquer busca porque em breve alguma coisa relacionada aquilo vai me perseguir em forma de anúncio. E, juro, ser perseguido por qualquer coisa não é legal. Ok. Alguns não se importam, mas eu e um monte de gente sim.

Não acho ruim que dados sejam monitorados para a segurança das pessoas e do mundo, mas considero abusiva esse tipo de invasão quando é voltada para publicidade, ainda mais de um jeito burro.

Então, recentemente fiz um exame de rotina e fui pesquisar sobre o procedimento. Logo o Google entendeu que eu estava doente mesmo sem eu estar. Olha, é um sentimento muito desagradável ver anúncios de remédios relacionados a algo ruim, só porque busquei no meu browser mais informações sobre um exame recomendado para milhões de mulheres com mais de 35.

Duvido que os anunciantes do Google gostariam de saber disso. Porque no final, as marcas só perdem quando ficam relacionadas a coisas negativas e sem relevância.

Outro exemplo.  Estava na manicure e busquei para ela no ClickBus o preço de um bilhete para uma cidade do interior de Minas que nunca ouvi falar. Quando encerrei a cotação e, claro, não comprei o bilhete, veio um e-mail: o que deu errado com sua compra?

Caramba!! Eu não queria comprar nada. A pesquisa sequer era para mim.

Penso que estamos numa era em o uso dos dados por essas empresas ainda é muito tosco e repleto de interpretações erradas. Estamos na pré-história de uma inteligência artificial que se desenha.

Não quero dizer com isso que sou contra anunciar no Google, nem no Facebook, mas muitas vezes fico em dúvida sobre o contexto onde os anúncios podem aparecer. Não existe nenhuma segurança para o anunciante (nem para o consumidor) quanto a isso.

Obs. Depois que este texto foi compartilhado no Twitter, o passarinho me indicou na timeline o seguinte artigo que, aliás, achei bem relevante: http://cio.com.br/tecnologia/2017/02/10/assistente-de-privacidade-para-android-impede-coleta-indevida-de-dados/

A rede social dos teens.

Faz um bom tempinho que o Musical.ly virou a febre entre a garotada.

Abri uma conta para acompanhar os vídeos da minha filha (10), que não passa um dia sem postar nada.

Mal acabou de publicar e já pede para eu dar like.  Ok, sou mãe coruja e tento acompanhar tudo.

É impressionante como mexe no comportamento. Outro dia, no final de um filme no cinema, tocou uma música do Justin Timberlake que é um hit no Musical.ly. Quando vejo, minha filha escaptura-de-tela-2017-01-28-as-19-20-07tava inconscientemente reproduzindo gestos como se estivesse na frente do celular.

Mas não é só para fazer caras e bocas que o Musically serve.

Semana passada ela começou a fazer filminhos de stop motion com recortes de desenhos. O resultado ficou lindo. Digno de like.

Os usuários do Musical.ly representam, filmam, dirigem, editam e estão criando uma nova linguagem em termos de redes sociais.

Eles não querem saber de Facebook. Muito lento e sem graça. O lance é criar vídeos, engajar, se divertir e inspirar amigos. Sem espaço para mimimi.

Pode-se dizer que é a rede social dos pré-adolescentes e adolescentes. Ou, também, de quem não saiu dessa fase que, segundo o Leminski, pode ir até os setenta.

quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência

vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito

então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência.

(paulo leminski)